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Sexta-feira, Dezembro 02, 2005
Desigualdades culturais na França e no Brasil ![]() Os autores Daniel Munduruku e Ziraldo na UNESCO em Paris Ano do Brasil na França, Ano do Brasil na França Paris – Autores, editores, tradutores e pesquisadores franceses e brasileiros participaram na terça-feira, 29 de novembro na sede da UNESCO em Paris do fórum “Cultura e desigualdades culturais na França e no Brasil” realizado pela comissão organizadora do salão do livro e da imprensa juvenil de Montreuil. O evento abriu espaço para o debate sobre as relações que mantém os dois paises em termos de literatura e sobre a promoção e a proteção da diversidade cultural no plano internacional. Foram realizadas ao longo do dia várias mesas-redondas, entre elas: “As políticas do livro juvenil e de leitura na França e no Brasil: balanço e perspectivas”. Durante o debate o tradutor e redator da revista Infos Brésil, Michel Riaudel assinalou que as editoras francesas demostraram interesse em editar livros de autores brasileiros devido ao Ano do Brasil na França, e que o número de publicações não foi maior porque as editoras não encontraram tradutores. Os autores brasileiros de livros infanto-juvenis são pouco traduzidos na França mas os editores franceses prometeram inverter esse quadro. Na mesa redonda seguinte que abordou o tema “A diversidade cultural, patrimônio comum da humanidade” o escritor e diretor do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual, Daniel Munduruku ressaltou a necessidade de se preservar o conhecimento indigena que é explorado e roubado à revelia das comunidades indigenas. Para Daniel, as parcerias entre universidades, Igreja e Estado e os povos indigenas são bem-vindas desde que não interfiram na autonomia desses povos. No final do fórum o cartunista Ziraldo lançou o projeto “Um barco-biblioteca para as crianças de Belém”, que consiste na construção de um barco de livros infanto-juvenis que irá percorrer as áreas insulares do estado do Pará com um acervo de 3 mil obras. De acordo com a coordenadora do projeto, Jurandir Novaes, o barco-biblioteca, cuja construção deve começar em janeiro de 2006 na região de Belém, terá capacidade para receber 50 pessoas, além de servir como sala de exposições e teatro flutuante. O projeto foi criado por iniciativa do Conselho do departamento francês do Val-de-Marne por ocasião do festival de l’Oh! cujo tema é a agua. Todos os anos o festival financia um projeto solidário para o país convidado e em 2005 com o Ano do Brasil na França foram arrecadados 25 mil euros para a construção do barco-biblioteca itinerante em Belém. Este ano a arrecadação também será realizada durante o salão do livro e da imprensa juvenil de Montreuil do qual o Brasil é o convidado de honra. “Cultura e desigualdades culturais na França e no Brasil” 29 de dezembro de 2005 UNESCO 7, place de Fontenoy, 75007 Paris Fernanda
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