Monday, September 17, 2007

Restaurante em Paris



O interior do Le Grand Véfour no Palais-Royal em Paris

A mesa ocupada por Victor Hugo no Le Grand Véfour

Paris – Os primeiros restaurantes (como conhecemos hoje) com mesa individual e cardápio, surgiram no final do século 18, na área do Palais-Royal (Palácio Real), em Paris. Um dos residentes do palácio (criado em 1642 pelo cardeal Richelieu) loteou seus jardins onde foram construidas, em 1781, três galerias nas quais instalaram-se cafés, casas de jogos e até prostíbulos. O Palais-Royal tornou-se o lugar mais freqüentado de Paris.

Os estrangeiros acorriam ao local: “Tudo o que se procura em Paris encontra-se no Palais-Royal...” dizia o escritor russo Nicolai Karamzine. Aproveitando a fama da área, em 1820, o ambicioso Jean Véfour decidiu transformar o antigo Café de Chartres em um restaurante de luxo, com uma cozinha à altura do ambiente. O sucesso foi tão grande que em três anos Véfour acumulou uma fortuna considerável e vendeu o restaurante.

Apesar do incêndio das galerias em 1828 e do fechamento das casas de jogo em 1836 o Grand Véfour permaneceu o local favorito da elite política, literária e artística ao longo do século 19. Faziam parte dessa clientela o príncipe de Joinville, o explorador Humboldt e Victor Hugo, cujo prato preferido era peito de carneiro com feijão branco. Em 1895 o Véfour adquiriu seu concorrente, o Very, que foi o primeiro restaurante a oferecer um menu com preço fixo.

Em 1905 a imprensa anunciou o declínio do Grand Véfour. O restaurante mudou várias vezes de proprietário chegando a cair na “desonra” do guardanapo de papel em 1917. O estado de abandono do local, fez com que as autoridades tombassem a sua fachada em 1920. A “nova cozinha” do chef Raymond Olivier conquistou os escritores, Colette e Jean Cocteau, que tornaram-se clientes assíduos do Grand Véfour.

Um atentado em 1983 causou danos ao restaurante que foi comprado e reformado pelo grupo Taittinger e que hoje pertence ao grupo americano Starwood. Com três estrelas no Guia Michelin, o Grand Véfour ilustra a cumplicidade entre duas artes, a gastronomia e a literatura, nutrindo o corpo e o espírito. Para desfrutar da cozinha e da atmosfera desse restaurante com mais de duzentos anos de história é preciso fazer reserva com um mês de antecedência.

Le Grand Véfour
17, rue de Beaujolais
75001 Paris
Telefone : +33 (0) 1 42 96 56 27
Metrô : Palais-Royal - Musée du Louvre (linhas 1 e 7)
Site : http://www.grand-vefour.com/

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Fernanda





O primeiro cafe de Paris



O antigo café e atual restaurante Le Procope em Odéon, Paris

O antigo café e atual restaurante Le Procope em Odéon, Paris

A fachada atual do restaurante Le Procope em Odéon, Paris

Paris – Os cafés, bares e restaurantes são símbolos e elementos importantes da paisagem parisiense como a Torre Eiffel e o Sacré Coeur. O primeiro café de Paris (hoje um restaurante) foi o Le Procope, criado em 1686 pelo siciliano Francesco Procopio dei Coltelli, no bairro de Odéon. No início, Procopio, que afrancesou seu nome para Procope, oferecia no estabelecimento duas especialidades do seu país, café e sorvete. Mas o que lhe deu notoriedade foi o seu talento para preparar licores e aguardentes aos quais ele misturava ervas e especiarias.

A instalação da Comédie-Française próxima ao café foi fundamental para o seu sucesso. A charmosa presença das atrizes atraía ao Procope curiosos e admiradores, uma clientela cada vez mais numerosa e rica. O teatro foi inaugurado em abril de 1689 com uma apresentação de Phèdre e do Le médecin malgré lui de Molière. O êxito estrondoso dos atores da Comédie ecoou do outro lado da rua. Os fracassos, sucessos e intrigas do teatro, repercutiam no Procope que tornou-se a “sala de estar” da Comédie-Française e o ponto de encontro dos artistas da época.

No café falava-se de política, religião, filosofia e da vida alheia. O Procope, cujo ambiente era impregnado de literatura e de ciência, recebeu várias gerações de intelectuais, de La Fontaine, Racine e Molière a Rousseau, Diderot e Voltaire. O autor de Cândido tinha a sua mesa favorita na qual ele costumava conversar com o físico e político Benjamin Franklin, a ponto de os americanos afirmarem que parte da constituição dos Estados Unidos foi pensada em seus salões. O café também foi palco de um combate filosófico entre Diderot e d’Alembert, durante o qual surgiu a idéia da Enciclopédia.

Até hoje o local é uma referência em termos de café literário, por cujas mesas também passaram nomes como Balzac, Anatole France e Victor Hugo. Enquanto em um salão Paul Verlaine embriagava-se com absinto, em outro, Oscar Wilde inebriava seus companheiros com frases antológicas. Durante a Revolução Francesa, Danton, Marat e Robespierre, se reuniam no Procope. Dali partiram as palavras de ordem para os ataques às Tuileries de 10 e 20 de agosto de 1792.

Outro celébre frequentador do café foi Napoleão Bonaparte que, de acordo com a lenda, costumava honrar suas dívidas deixando o seu chapéu como garantia. Ainda hoje quem passar pela entrada dos fundos do restaurante pode admirar a fachada decorada com retratos de filósofos que contribuíram para a sua fama. Acerca do Procope, Montesquieu escreveu: "existe um lugar onde o café é servido de tal forma que ele confere espírito àqueles que o tomam”.

Le Procope
13, rue de l’Ancienne Comédie
75006 Paris
Telefone : +33(0)1 40 46 79 00
Metrô : Odéon (linhas 4 e 10)
Site : http://www.procope.com/

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Fernanda




Monday, September 10, 2007

Artistas de rua em Paris


Street artists in Paris
O italiano Nico toca seu acordeão

Street artists in Paris
O francês, Felix apresenta seu show de equilibrismo

Street artists in Paris
O jovem, J.C. faz acrobacias de patins

Street artists in Paris
O engenheiro, Pierre imita Michael Jackson

Paris – Durante o meses de julho e de agosto (férias aqui na França) as ruas de Paris são “invadidas” pelos artistas de rua. Muitos são “profissionais” e ganham a vida dessa forma, enquanto outros, amadores, encaram as performances como um divertimento temporário. A maioria desses artistas se concentra em torno de pontos turísticos como a catedral de Notre-Dame, o museu Geoges Pompidou e a igreja do Sacré Coeur.

Acima vocês podem ver as fotos de quatro deles (de cima para baixo) :
- Nico, estudante de psicologia italiano que toca acordeão,
- Felix, artista que apresenta seu show de variedades em uma ponte,
- J.C, jovem francês que faz acrobacias com patins,
- Pierre, engenheiro que imita Michael Jackson nos fins de semana.

Para Nico, J.C. e Pierre se apresentar nas ruas de Paris é uma forma de se divertir e de interagir com as pessoas, enquanto que para Felix é um trabalho. Essas pessoas animam as ruas da cidade tornando-as menos frias e impessoais.

Gostaria de lembrar que todas as fotos nesse blog e no meu site estão à venda.

Se você quiser ver mais fotos pode visitar minha conta no site Zooomr.

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Fernanda




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